Colaborador desta revista, cédenos algún dous seus traballos de escultura en ferro. o artista considera que a modelajxe do ferro e a pedra é moi gratificante. Porque non reciclar os materiais que nestas cidades se refúgan?


ouGlossa em Si M. nietzscheano de um tema de E.m. Cioran
Tema (original em modo menor, tonalidade de Nom)
Inutil intentar prender-me nos segundos, os segundos escapam. Nom há um que nom seja hostil, que nom me afaste e faga patente a sua negaçom a se expor comigo. Inabordáveis todos, um atrás de outro proclamam a minha soidade e a minha derrota [...]Os outros precipitam-se no tempo: eu caim do tempo. Àeternidade que se ergue por riba dele substitue-a essoutra que se situa por baixo, estéril zona onde existe um só desejo: re-integrar o tempo, elevar-se por cima dele seja como for, tirar-lhe umha parcela para se instalar nela e assim dar-se a ilussom dum chez-soi. Mas o tempo está fechado, esta fora de alcance. E é a impossibilidade de penetrar nele o que fai essa eternidade ser negativa, umha má eternidade.[...]E.m. Cioran, A queda no tempo
Glossa (em Si Maior afirmativo, a pessar de todo)
Falar na origem da arte é falar na origem da vida, pois sem arte há errar, vagar, deambular,no melhor dos casos— e nos piores homens; sem arte o homem –e a mulher, claro– nom vive, é vivido, no melhor dos casos— e nos piores homens. Nos melhores homens é mais simples: arte ou morte. Chegado este ponto • clarifico que arte nom se refere a concertos, exposições, tocar o clarinete a tuba ou o piano, Escolas Superiores ou Universidades —isto último, já sei, sobrava por óbvio de mais,
(ainda que também se refere a isto)
na minha opiniom, claro— concessom para os Objectivos.
porque, de facto, qualquer pessoa, de qualquer dos tipos humanos que há, pode viver perfeitamente sem concertos, exposições, tocar o clar…
A origem da arte é conhecida por todo artista
Um artista
Naquela parede havia um buraco, diziam. Eu somente via que à volta daquele buraco havia umha parede. E alguém mais havia coma mim, que viu um buraco e decidiu pôr-lhe umha parede derredor para que os que tenhem olhos de nom ver o vissem.
por exemplo. Mas, diga-se de passagem, nom é por isto que é artista este artista. Ver assim as cousas nom é causa, é sintoma. O artista tem sempre esse olhar— mas há idiotas pedantes que também, ás vezes— ou isso dizem...
A origem da arte é conhecida por todo artista, dizia. Com palavras expressa-se
(em grau de tentativa, somente, pois som palavras,— cárceres representativos, e nom som
,apenas som con ceitos— pre-conceitos)
por meio da sabedoria de Sileno. Sileno responde ao rei Midas: o melhor de todo é totalmente inalcançável para ti: nom ter nascido, nom ser, ser nada: e o melhor em segundo lugar para ti é— morrer logo.
Com a maior brevidade… Os gregos somos assim.
A pergunta que precede á resposta de Sileno é umha prece, nom religiosa, perante o súbito conhecimento do mundo. E aqui si que me ponho grave— 32 Hz, ou menos até.
Conhecimento do absurdo espantoso e eterno. Nom-orde, nom-finalidade, nom-missomuniversaldoserhumano—… devir, enxurrada caótica que cria e destrói… esteticamente— amoralmente, logo.
O homem artista –e a mulher, claro– é sempre consciente da sabedoria do velho sátiro
O indivíduo génio-criador sente e conhece o horror...
...o horror...
verdade do mundo, coraçom do mundo— único mundo real
sente a náusea e sabe, entom, que o conhecimento mata o obrar— é um Hamlet
actuar nom há mudar em nada os acontecimentos
(com efeito, nom foi Jean-Paul o dos olhos descontrolados quem inventou a náusea, nem é umha doença do s. XX, como querem alguns psicólogos, sociólogos e demais gente desonesta. A náusea é eterna)
com palavras de Teixeira de Pascoaes
O som repousa no silêncio que o cerca por todos os lados. O silêncio é que é infinito
Também a luz se exalta, alegra-se, voa através da sombra; mas a sombra não se deixa ultrapassar. A sombra é que é infinita.
Também a vida vive, embriaga-se, canta, quer ser eterna; mas a morte interrompe-lhe a canção. A morte é que é infinita.
O medo o espanto, a admiração, vede as três pessoas do tolo, os três espectros que o rodeiam...
Com o escrito até aqui as aranhas e o resto de seguidores do crucificado ham estar um bocado contentes
apenas um bocadinho
um muito pequeno bocadinho (alegria excessiva nom é permitida. É pecado)
pois talvez acham fundamentado o seu cinzento pessimismo castrador— nom perceberam nada do que leram...
O horror, o horror...
Parafraseando aquele homem que nom era um homem, que era dinamita, quando o espírito livre que define o homem grande nom é apenas num individuo isolado mas é alma dum povo todo
(desculpem o resíduo marxista povo, hoje dizem cidadania)
a sua força artística (a do povo) consegue ultrapassar a verdade arrepiante da sabedoria de Sileno e cria o Olimpo, os Deuses, os Heróis, sabendo em todo momento que os cria, e a vida é potenciada, incrementada— e o mundo e justificado esteticamente como um jogo, o tabuleiro onde brincam os deuses com os efémeros.
Esse mundo é, entom, umha criaçom artística... umha obra de arte— umha mentira. Si
O artista, o Poeta, transfigura o espanto para si em bela aparência— início do optimismo trágico
A arte é sempre aparência, strictu senso mentira.
Pequena clarificaçom... ou seja— clarificaçom:
nom sorria o velho filósofo, eu nom sucumbim, nom renunciei à Vida (como se tal cousa fosse possível...): aparência é sempre algo positivo. Nom existe isso de aparência-mentira-mal versus essência-verdade-bem. A aparência nom oculta nada— é superfície do profundo
todo o profundo ama a máscara
e conforma com ele umha unidade. Claro que ainda haverá senhores de fato e falar solene a tentar ver a bicicleta em si, ou os excrementos de galinha em si. Som cristãos, niilistas, os mais finos consomem livros, às vezes lêm algum (um ou dous) e auto-definem-se schopenhauerianos— problemas no estômago... ou mais abaixo. Si.
*cristãos niilistas— um pleonasmo
A arte é, portanto, essa mentira necessária, que o artista sabe necessária porque sabe da impossibilidade de viver a Verdade do mundo,
(mentira necessária como quando eu, ainda depois de tantos anos, digo à minha alma: hoje, durante um segundo, nom pensei n’Ela...
fique claro que a minha alma é anti-metafísica, é fiel à terra e exclusivamente à terra)
que nom se pode afirmar— como afirmar o horror, o fluxo eterno do Devir, a nossa brevíssima existência?!
Eu dixem num tempo
...antes, silêncio,
no meio, breve, eu
depois, silêncio...
era a minha auto-biografia em forma de haiku.
Toda a minha vida, a que foi e a que será. Eu, como todos os que se achegam ao precipício, os que, pola razom que for, se topam de frente com a procurada profundidade do mundo, era o anti-artista— pois, repito, o conhecimento mata o obrar, paralisa. Mas so essas pessoas, anti-artistas por essa claridade no olhar, que nom por outra cousa, podem chegar a ser artistas— a obra de arte na sua bela aparência transfigura a existência. A Vida sob a óptica da arte é entom algo belo, algo que podemos afirmar, que queremos afirmar, que devemos afirmar— a obra de arte como estímulo.
Schopenhauer o velho engana-se
na minha opiniom— humilde opiniom
quando estabelece essa quietude da vida como característica da arte. Normal, era bastante feio Schopenhauer...
A Vida sob a óptica da arte. E mais importante, ainda— a arte sob a óptica da Vida
que é algo (estas duas premissas) totalmente banal, fútil, visto desde os critérios da Lógica, como suponho que diram os muito respeitáveis Cavaleiros da Orde, o Bem, os Subsídios Bem Merecidos, e a Boa Educaçom
claro que a Lógica também diz que árvore é feminino e castinheiro masculino, e que um castinheiro é umha árvore— há gente que ainda acredita na Gramática... consequentemente crêm em Deus.
A arte sob a óptica da Vida— eis o meu primeiro e único mandamento estético. Porque chegados a esta
tenho que dizer que nom há para mim nenhuma Estética, reivindico o anarquista estético— nom confundir com o exibicionista barulhento ou o ignorante post-moderno
o anarquista estético berra pereat veritas, fiat vita.
Agora no fim— música.
A arte sob a óptica da Vida significa: a música que tira pesso, a música ligeira, a música que dança (ela própria) e ri
(noutro momento hei falar sobre o riso e a vida— o berro de Pã, que era gargalhada, arrepia e paralisa as suas Ilmas. Senhorias da Confraria da Moral, da Justiça –Natural e Fresca–, dos Direitos Humanos, e dos Esquerdos –também–)
a música que faz dizer SI, a música que vence os arácnidos anseios de paraísos extra-mundanos— essa é a Grande Música, isso é Arte Musical
E por suposto que todo é forma, todo é aparência, todo é profunda aparência, já o dixem, nom se me ouviu? A obra de arte é estática e, por isso, estética. A capacidade de cousificar, de petrificar, quando a essência é puro Devir, criando assim a obra de arte, na que nos deleitamos, é a grandeza do Poeta. Mas estética alla Hanslick, formalismo positivista, Dahlhaus... a quem interessa isso?—A mim nom...nada...menos de nada— na
Hanslick nom atopa o conteúdo e opina que há unicamente forma, escreveu Nietzsche
O positivismo aplicado a arte, diga-se á música, assigna-lhe funções e objectivos absurdos, impossíveis. Confunde arte com indústria do lazer burgués. Confunde música com linguagem musical ou até com escrita da linguagem musical. Entra com esses conceitos em discussões (conceituais) que som caminhos sem saida— para eles, os positivistas... ou seja, quase todos... (mmm, pequeno problema. Si
ou
tira a arte, diga-se a música, da Vida, pois (diz o herdeiro de Comte) a música e auto-referencial e nom tem significante (isto, sejamos claros, é verdade inquestionável. Mas o pensamento positivista nom sabe que fazer entom, e)
ex-trai-a a um Nimbo hipotético e lá submetem a obra a analises sob critérios puros, assépticos— muito limpos, isso si... a pobreza nom implica sujidade... pobreza de espírito, até...(espirito artístico) Si.
Inconveniente primeiro (sem ánimo de incomodar): critérios criados por nós, os homes –e as mulheres, claro–, aqui, na Vida
Nom vou continuar com esta última questom. Eu queria apenas dizer acerca da origem da arte— e nom muita cousa... o suficiente para que os destinatários achem que é suficiente.
Por mim já está bem...
...Paulo, de ligeiras mãos (de González e Rodríguez por avoengo)

MURALLES ROMANES DE LUGO (LUCUS),
LES MILLOR CONSERVADES
A tot l’Estat, els ingressos per turisme l’any 2007 (fins al mes d’octubre) van arribar a 41.905 milions d’euros (un 3,6 % més que al 2006). Catalunya va rebre l’any passat 15 milions de turistes, un 7% més que l’any anterior. Són només dues dades.
TORRE D’HÈRCULES, A CORUÑA
(FAR D’ORIGEN ROMÀ)
Sembla evident que, com més gran sigui la inversió en cultura i en patrimoni, més seran els ingressos. Queden lluny els temps en què ens arribaven els turistes buscant el sol... i es trobaven amb què també hi havia cultura!!; els temps en què ens arribaven turistes malgrat la nostra infraestructura, malgrat la nostra manca d’interès per la nostra herència cultural.
No es tracta d’una idea original. Fem nostres les paraules de la Montserrat Tudela, directora d’Auriga, revista de difusió de la cultura clàssica, a les II Jornades Didàctiques de Secundària del passat mes de març en la seva ponència inaugural, La tradició grecoromana: un producte cultural de futur.
Es tracta d’aplicar el sentit comú, d’aplicar aquella màxima de Sembra i recolliràs. Cuidem la nostra cultura i el nostre patrimoni. Als nostres polítics i polítiques els hi hem de demanar que recordin que invertir és assegurar el futur. Si alguna cosa es demana als polítics és tenir visió de futur, oi?
Seria molt demanar que en els propers programes electorals de les properes eleccions hi hagués un apartat sobre inversions en béns patrimonials?
S’ha de deixar de veure la cultura com alguna cosa que consumeixen uns pocs. Qualsevol jaciment, qualsevol resta és susceptible de ser millorada en la seva difusió. S’ha d’invertir en cultura (i la tradició grecoromana la tenim aquí, ben a prop) per tal fer-la un producte de consum massiu. Aquest és el camí.
MINES ROMANES DE LAS MÉDULAS,
A PROP DE PONFERRADA, LLEÓ.
PATRIMONI DE LA HUMANITAT
Por Rafa Rodriguez

... Texto-Ilustración Felix Gurucharri
